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Entrevista com o professor Rubenilson Pereira de Araujo
Ação Educativa - Como surgiu a idéia de inscrever um projeto para o Prêmio 2008?
RA - A idéia do projeto surgiu num encontro presencial de formação continuada da disciplina de Geografia em abril de 2008. Ao recebermos a notícia da existência da primeira edição do prêmio, a equipe escolar empolgou-se em participar.
Ação Educativa - Quais parcerias vocês constituíram para realizar o projeto? Em que medida ele mobilizou a escola?
RA - Foram constituídas parcerias com a ONG COMSAÚDE, na questão da fitoterapia, logo após contamos com a parceria da RURALTINS (órgão estadual que cuida de ações voltadas para o meio ambiente), Prefeitura Municipal e respectivas secretarias. No decorrer da execução do projeto, tivemos a adesão de parceiros da comunidade local, inclusive alguns que não estavam previstos no projeto, como foi o caso do artesão que trabalha com a minhocultura/capim dourado e de acadêmicos do curso de Engenharia Ambiental. A escola mobilizou-se no sentido de vislumbrar a continuidade de parcerias que antes não existiam, como a parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, Meio ambiente e a continuidade de oficinas de capim dourado e minhocultura.
Ação Educativa - Depois do projeto ter sido escolhido como um dos vencedores, quais foram os maiores desafios para implementá-lo?
RA - Os maiores desafios encontrados foi o fato de viabilizar parcerias para o transporte dos alunos para a realização de aula-campo. A falta de verba disponível para condução dos alunos até à sede da NATURATINS em Palmas (capital) para aula in loco e/ou a disponibilidade de verba para custear a vinda dos assessores de Educação ambiental até à escola, além das parcerias previstas que não deram o feedback à escola em tempo hábil.
Ação Educativa - Foi necessário fazer adaptações no projeto original? Como isso ocorreu?
RA - Algumas adaptações foram necessárias devido à questão das parcerias previstas, pois algumas falharam e também devido à reorganização das parcelas previstas do prêmio. Outras adaptações surgiram em virtude das sugestões dos alunos envolvidos.
Ação Educativa - Quais foram os principais benefícios desse processo para a escola? Provocou transformações nos alunos? No corpo docente?
RA - Os alunos tornaram-se mais autônomos no processo de aprendizagem, apresentando sugestões e idéias novas para realização de eventos e/ou novos projetos de aprendizagem, tornaram-se mais participativos e envolvidos com a causa ambiental.
O corpo docente sentiu-se mais valorizado e reconhecido com a visibilidade conquistada pela escola com esse prêmio diante da comunidade local e também empreenderam mais esforços na prática pedagógica para participar de outros prêmios ou certames seletivos.
Ação Educativa - Existem perspectivas de continuidade do projeto para alem do que o Prêmio permitiu realizar?
RA - Sim, as ações iniciadas passaram a incorporar o Projeto Político Pedagógico dessa Unidade Escolar e pretende continuar com as ações financiadas pelo Programa Escola de Gestão Compartilhada com verbas do tesouro estadual.
Ação Educativa - Que dica você daria para quem está construindo um projeto em 2009?
RA - A dica que sugerimos é que de fato o projeto elaborado esteja voltado para o meio ambiente com ações de sustentabilidade da comunidade do entorno e que todas as ações previstas tenham o envolvimento efetivo da comunidade escolar, envolvendo o corpo discente com o foco de formação de alunos conscientes, autônomos e aptos a desenvolverem competências de preservação ambiental e interventores no meio em que vivem.
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