| Crítica ao descaso com participação marca início do Seminário Nacional de Juventude |
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| Por Administrator | |||
| Ter, 28 de Março de 2006 21:00 | |||
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Fórum Estadual de Juventude de São Paulo lança manifesto contra autoritarismo dos parlamentares envolvidos na construção do Plano Nacional de Juventude. O seminário será realizado nesta quinta (29) e sexta (30), em Brasília. Conheça a íntegra do documento: MANIFESTO SÃO PAULOO Fórum Estadual de Juventude de São Paulo escreve esse documento a fim de repudiar o processo de construção do Plano Nacional de Juventude (PNJ), que culmina, neste momento, com a realização do Seminário Nacional de Juventude, nos dias 30 e 31 de março, em Brasília. Sempre acreditamos no PNJ, inclusive por entendermos que é necessário reafirmarmos, do ponto de vista legal, todos os direitos sociais deste segmento etário específico da população brasileira. O PNJ é uma iniciativa importante, pois coloca os/as jovens como sujeitos de direitos. Nesse sentido, o Fórum Estadual de Juventude constituiu-se no intuito de fortalecer essa discussão na região, aglutinando diferentes atores juvenis na construção de demandas e propostas de políticas. Especificamente, na discussão do PNJ estivemos presentes em todas as etapas de sua elaboração: Seminário Nacional, Conferências Estaduais, 1a Conferência Nacional de Juventude, Audiência Estadual. Além disso, desencadeamos processos, como, por exemplo, rodas de conversas temáticas, idas à escolas públicas da região, debates descentralizados; na perspectiva de consolidar um campo de idéias e ações, que fortalecesse esse processo. Entretanto, a iniciativa da Comissão Parlamentar de Juventude pouco avançou no sentido de colocar os/as jovens, suas organizações, movimentos e articulações como interlocutores, de fato, na elaboração de políticas públicas emancipatórias. Os movimentos sociais e demais organizações civis vêem sendo convocados a participar das atividades de elaboração do PNJ apenas como espectadores e nunca foram devidamente escutados, menos ainda, convidados a participar de forma plena, ou seja, tomando parte na concepção, execução e avaliação final das atividades. É por isso que nos manifestamos neste momento. Toda a trajetória do PNJ aponta que a característica da participação política dos/das jovens neste processo deixou muito a desejar, graças a uma dificuldade da Comissão em apoiar essa participação: não abriu espaço para a participação da pluralidade e diversidade nos espaços planejados (desconsiderando a necessidade de debates descentralizados); não explicitou, de forma transparente, os mecanismos de construção do PNJ; não envolveu os/as jovens no debate, na deliberação e na redação preliminar e final do documento; deu continuidade a práticas partidárias e clientelistas, num processo que deveria ser suprapartidário e plural. É por isso que nos manifestamos neste momento. Em São Paulo, a última Audiência Estadual reproduziu erros - já denunciados em 2004, durante a Conferência Estadual – como a carência de divulgação e comunicação ampla, a realização de eventos em dias da semana (em que a maior parte dos jovens estão trabalhando), e a ausência de diálogo com a sociedade civil, que já se organizava em torno da discussão, em nível local. O resultado destas repetições reverberou na Assembléia Legislativa de São Paulo, no dia 07 de novembro, num encontro com pouquíssimos jovens, o que acarretou na necessidade de reorganização da atividade. É por isso que nos manifestamos neste momento. Mais uma vez, nos colocamos a disposição de contribuir com a construção coletiva de um novo processo – é, já tínhamos feito isso em 2004! – elaborando uma proposta, inclusive com regimento, para uma nova audiência, que ocorreu no dia 03 de dezembro, em Piracicaba. Mas, o excelentíssimo Deputado Federal Lobbe Neto recusou-se a seguir as propostas encaminhadas por um coletivo, preferindo, assim, fazer o evento a mão de ferro. É por isso que nos manifestamos neste momento. O que se viu, a partir daí, foi um processo autoritário, que mascara a dificuldade do parlamentar em reconhecer a participação como um direito e a democracia como um regime capaz de construir, de fato, uma sociedade mais justa e igualitária. É por isso que nos manifestamos neste momento. Passado este processo, encaminhamos cartas, sugestões e manifestações de descontentamento para o e-mail do parlamentar, mas não obtivemos retorno nenhum. Produzimos um documento que sintetizou as propostas do Estado de São Paulo e fizemos ele circular em diferentes redes, inclusive entre os componentes do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), que também manifestou suas dificuldades em intervir nos processos de construção do PNJ. É por isso que nos manifestamos neste momento. Diante deste histórico, acreditamos ser pouco coerente legitimar esse processo, que culmina, neste momento, com a realização do Seminário Nacional. Não acreditamos que um documento, com o objetivo de expressar a demanda de um segmento tão plural e diverso como é a juventude, possa se fazer a partir do desrespeito e com práticas tão pouco democráticas. É por isso que nos manifestamos neste momento. Propomos, então, os seguintes encaminhamentos: Organizações signatárias até o momento:
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