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Conferência Nacional de Educação Básica foi aberta no dia 14. Evento aconteceu em Brasília e reuniu cerca de 1.500 pessoas de todo o Brasil.
De 14 a 18 de abril, aconteceu a Coneb (Conferência Nacional de Educação Básica). O evento, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no Eixo Monumental - Setor de Divulgação Cultural, em Brasília, reuniu cerca de 1.500 pessoas de todo o Brasil.
De acordo com o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a Coneb pode ser considerada uma conquista da sociedade civil, embora ainda necessite de aperfeiçoamentos. "Neste primeiro processo de Conferência os movimentos sociais e as ONGs não foram reconhecidos como segmento e isso não deve ocorrer na próxima vez", alerta. A Campanha é membro da Comissão Organizadora Nacional da Conferência e foi a rede que mais apresentou emendas nas etapas estaduais do evento. Nos dias 3 e 4 de abril, com apoio do Unicef, da Plan Brasil e da Save the Children Reino Unido, a Campanha realizou, em São Paulo, uma reunião preparatória de sua delegação, que teve 40 delegados e 7 observadores.
Processo - Para o secretário de Assuntos Educacionais da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), Heleno Araújo Filho, a Conferência poderia ter alcance maior junto à comunidade escolar e às entidades que trabalham com educação se houvesse tempo hábil para expandir os debates. "Faltou espaço para as etapas municipais", aponta.
Contudo, alguns estados conseguiram descentralizar as discussões. Segundo a vice-presidente da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) do Piauí e secretária municipal de Coivaras, Antonia Alves de Sousa Araújo, a realização de 11 etapas regionais foi fundamental para a efetivação da Conferência piauiense. "Nosso estado é extenso e as localidades são muito distantes. Só a etapa estadual deixaria muito a desejar". Antonia assegurou ainda que a inclusão e a diversidade na educação básica estavam entre os temas mais discutidos no Piauí.
O financiamento da educação também apareceu com forte destaque na maioria dos estados. O balanço das fases estaduais publicado pela Campanha em janeiro revelou que o CAQ (Custo-Aluno Qualidade) foi objeto de emendas em estados como Amapá, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia, São Paulo e Sergipe. "Acredito que a maioria das pessoas que participarão dos debates [naetapanacionaldaConeb] apoiarão o CAQ porque ele aponta quanto custa uma educação pública de qualidade", relatou Paulo dos Santos, presidente da Uncme (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação).
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