Gratificação: GT Educação do Movimento Nossa São Paulo envia proposta ao governo PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Seg, 22 de Março de 2010 15:06
Reunião com a Secretaria da Educação ocorreu em meados de fevereiro.


O GT Educação do Movimento Nossa São Paulo (do que a Ação Educativa faz parte) apresentou à Secretaria Municipal de Educação de São Paulo uma série de propostas para balizar a gratificação anual concedida aos professores da rede municipal.

Leia as propostas do GT

Por meio da imprensa, o grupo recebeu a informação de que a Secretaria Municipal de Educação pretendia instituir uma política de gratificação aos docentes com base no desempenho dos alunos na Prova São Paulo.

No dia 19 de fevereiro, o grupo se reuniu com a Secretaria e descobriu que já existe um sistema de gratificação aos professores, instituído há quase 10 anos – mas não há um critério definido para sua distribuição. A atual gestão utiliza como critério a assiduidade dos docentes, ou seja, recebem maior gratificação aqueles professores que faltarem menos às suas aulas.

O documento enviado à secretaria pelo grupo propõe que as escolas e professores que ficam nas áreas de alta vulnerabilidade social e onde os alunos têm pior desempenho recebam uma verba extra para trabalhar as principais dificuldades encontradas no processo de ensino-aprendizagem.

Para Samantha Neves, integrante do GT Educação, a proposta enviada joga uma outra luz na questão da gratificação ao docente. “Nossa preocupação é fazer o debate mais amplo sobre o significado de uma proposta de gratificação para os professores vinculada ao desempenho dos alunos em uma avaliação padronizada. Do nosso ponto de vista, as escolas precisam de políticas que caminhem em outro sentido”, avalia.

Em reunião com o secretário de Educação, Alexandre Schneider, em 19 de fevereiro, representantes do GT foram informados de que um grupo de consultores está elaborando uma proposta de indicador que servirá de critério para a gratificação anual dos docentes. Segundo o secretário afirmou na reunião, os sindicatos e os professores serão ouvidos. A proposta é que, após discussão neste mês de março, seja feito um decreto municipal em abril, que entraria em vigor no segundo semestre.

A secretaria de Educação respondeu às propostas do GT Educação do Movimento Nossa São Paulo na terça, dia 9 de março, afirmando que "deverá haver um diálogo com o terceiro setor e demais atores interessados em momento oportuno".

 

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