Sociedade Civil sai fortalecida de Belém PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Qua, 16 de Dezembro de 2009 07:47
FISC avança no debate sobre Educação de Jovens e Adultos, mas VI Confintea dá poucos passos. Confira documentos finais e principais debates dos encontros.



Na mesma semana de realização do Fórum Internacional da Sociedade Civil (FISC) a da VI Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos (Confintea), o Inaf – Indicadores e Alfabetismo Funcional era divulgado e apontava que 28% da população brasileira entre 25 e 64 anos é considerada analfabeta funcional.

A Confintea é um encontro realizado pela Unesco a cada 12 anos, com o objetivo de debater a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e gerar recomendações para sua implementação. Este ano, ela foi realizada entre os dias 1° e 3 de dezembro, em Belém do Pará, Brasil, primeira vez em um país no hemisfério sul. O encontro foi precedido pelo FISC (Fórum Internacional da Sociedade Civil), realizado entre 28 e 30 de novembro. O evento preparatório buscou articular os diferentes movimentos, redes e organizações da sociedade civil que vêm atuando pelo direito à EJA.

Segundo Sérgio Haddad, coordenador geral da Ação Educativa e integrante da delegação brasileira na Confintea VI, na conferência “alguns passos foram dados, mas não houve avanços significativos do ponto de vista conceitual ou prático”. Sérgio afirma que “a Confintea VI  foi um encontro com baixa visibilidade, poucas notícias e pouco empenho dos governos e da UNESCO para que fosse divulgado”. Para o coordenador da Ação Educativa, faltou pressão midiática para que houvesse avanços no direito à EJA.

Na avaliação de Sérgio, “internamente, a presença da sociedade civil que se organizou no FISC, em aliança com alguns governos, foi uma grande força que impediu um retrocesso frente o que aconteceu na Confintea V”. A afirmação de Sérgio se refere aos compromissos financeiros, ao estabelecimento de metas e ao sistema de monitoramento, necessários para que os Estados cumpram seus compromissos com a EJA.

Ainda que o resultado da Confintea tenha sido aquém das expectativas, ela serviu para demonstrar a força e a importância da organização da Sociedade Civil.

Inaf

O Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) é uma pesquisa realizada desde 2001 pela Ação Educativa e pelo Instituto Paulo Montenegro, para avaliar os conhecimentos, as habilidades e práticas de leitura, escrita e matemática de jovens e adultos entre 15 e 64 anos. 

A pesquisa, composta por testes e questionários, é aplicada a cada dois anos em duas mil pessoas em todo o território nacional. Levantamentos dessa natureza são inéditos no Brasil e proporcionam uma compreensão aprofundada sobre o alfabetismo funcional da população. O objetivo da pesquisa é gerar informações que ajudem a compreender e orientar a formulação de políticas educacionais e propostas pedagógicas. 

Segundo os últimos dados, apenas 28% dos brasileiros entre 15 e 54 anos têm um nível de alfabetização plena (ou seja, o nível mínimo esperado ao final do ensino obrigatório). Os relatórios com a evolução do índice desde 2001 podem ser acessados na íntegra na página eletrônica da Ação Educativa.






Última atualização em Qua, 16 de Dezembro de 2009 08:04
 

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