Escolas da Zona Leste recebem maior festival de curtas da América Latina PDF Imprimir E-mail
Seg, 22 de Agosto de 2005 21:00

A partir desta semana, Guaianazes, São Miguel Paulista, Ermelino Matarazzo e Itaim Paulista estarão no foco do cinema independente. O 16º Festival Internacional de Curta-metragens de São Paulo – maior festival de curtas da América Latina – promoverá exibições em escolas públicas da Zona Leste. A idéia é deslocar o eixo geográfico dos festivais, que em geral ocorrem apenas em salas de cinema da região central, e levar às comunidades da zona leste uma opção de cultura e lazer.

A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Associação Cultural Kinoforum , que organiza o festival, e o Projeto Cinema e Vídeo Brasileiro nas Escolas, da Ação Educativa. Alexandre Kishimoto, um dos coordenadores do projeto, acredita que a parceria será importante tanto para o festival, que terá um público mais democratizado nesta edição, quanto para as escolas da zona leste, que verão seu papel de centro cultural reforçado junto às comunidades.

Será o segundo festival de grande porte que o Projeto Cinema e Vídeo Brasileiro nas Escolas leva para a zona leste, após parceria semelhante com a Mostra do Audiovisual Paulista. Além de articular estes festivais anuais de cinema em São Paulo com as escolas públicas da Zona Leste, o projeto promove mostras temáticas em vídeo com exibições de filmes contemporâneos, estimulando o diálogo entre professores e cineastas. Já foram exibidos, por exemplo, os filmes Desmundo, com Alain Fresnot, Garotas do ABC, com Carlos Reichenbach, e De Passagem, com Ricardo Elias. “Procuramos sempre levar também um pesquisador acadêmico ou o próprio diretor para um debate após a projeção”, diz Kishimoto.

O projeto desenvolve também videotecas com 700 filmes nacionais nas escolas públicas e promove cursos de formação audiovisual teórica e prática para os professores. “Nestas sessões do festival na Zola Leste, serão beneficiados tanto a comunidade escolar, que engloba professores, funcionários e alunos, quanto os moradores do entorno das escolas”, ressalta Kishimoto.

O festival também apresentará a mostra “Formação do Olhar”, composto por trabalhos realizados em oficinas junto ao público jovem e produzidos em diversas regiões e comunidades do Brasil, para o qual foi selecionado um vídeo produzido por jovens do projeto Vídeo, Cultura e Trabalho (VCT), do programa Juventude da Ação Educativa.

Locais, datas e horários das sessões:

28 de agosto (domingo) - 16:00 EE Condessa Filomena Matarazzo
Avenida Paranaguá, 472 - Ermelino Matarazzo Tel: 6546-4188

30 de agosto (terça-feira) - 20:00 EE Jardim Centenário
Rua Miguel Arcanjo Dutra, 253 Jardim Santa Terezinha - Guaianazes Tel: 6135-6503

31 de agosto (quarta-feira) - 20:00 EE Madre Paulina
Rua Padre Virgílio Campelo, 130 Encosta Norte - Itaim Paulista Tel: 6963-3787 e 6963-3158

2 de setembro (sexta-feira) - 16:00 EE Dom João Maria Ogno
Rua Maria Carlota - 400 - Vila Esperança Tel: 6957-4280

3 de setembro (sábado) - 16:00 EMEF Antonio Carlos de Andrada e Silva
Rua Baltazar Santana, 365 - São Miguel Paulista Tels: 6154-1553 e 6154-1899.


Carta de boas vindas do Festival às escolas

 

O Festival Internacional de Curtas-Metragens de SP apresenta, em parceria com a Ação Educativa, projeções em escolas da Zona Leste da capital, de curtas metragens, filmes de curta duração que se destacam na produção nacional 2004/05, vídeos produzidos em oficinas audiovisuais ministradas na periferia das grandes metrópoles e também curtas que retratam a vida em pequenas cidades do interior do país no projeto "Revelando Brasis". As projeções, que integram a programação oficial do Festival , fazem parte de uma rede de ações da Associação Cultural Kinoforum, que tem como uma de suas missões fomentar o acesso ao audiovisual, e a seus meios de produção, como ferramenta na formação e inclusão de jovens e educadores. 

A programação apresentada nas sessões aposta na possibilidade de utilizar o audiovisual como forma de aproximar realidades. Essa é uma tendência muito visível no formato curta, e destacamos a produção das oficinas que tem também, como gênese, uma demanda explícita em dar visibilidade aos conflitos e dificuldades do cotidiano. Observando a multilplicidade temática, e o surgimento de trabalhos bastante inovadores do ponto de vista estético, podemos aferir que essa democratização do acesso às ferramentas de produção audiovisual oferece aos jovens uma interessante e viável alternativa de expressão. 

Esperamos que as projeções cumpram esses papéis e ainda outros, a descobrir e inventar, iniciando uma conversa entre o Festival, esses novos espectadores e seus professores. Ansiamos também que as sessões nas escolas sejam apenas um aperitivo para todos, e que despertem o desejo por mais audiovisual. O Festival é gratuito, e acontece em sete salas de cinema da capital. Além das projeções de vídeos produzidos em Oficinas, centenas de curtas-metragens serão apresentados, de temáticas e origens diversas, e certamente poderiam contribuir, e muito, com debates sobre temas os mais diversos, também em sala de aula. 

Boas sessões!!! E Sejam todos muito bem vindos! 
Zita Carvalhosa, diretora e toda a Equipe do Festival de Curtas

 


Última atualização em Ter, 14 de Agosto de 2007 16:21
 

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