Argentina: o desafio é garantir a volta aos estudos da população jovem e adulta PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Ter, 01 de Abril de 2008 13:57
Informação em Rede dá seguimento à publicação dos estudos sobre a educação de jovens e adultos em países da América Latina e Caribe, realizados a pedido do Centro de Cooperação Regional para a Educação de Adultos na América Latina e Caribe – Crefal e do Conselho de Educação de Adultos da América Latina – Ceaal.
As pesquisas sobre cada um dos países têm como foco o período 2000 a 2005, ainda que busquem levar em consideração os antecedentes históricos. O estudo sobre a Argentina, cujos principais pontos são detalhados a seguir, foi realizado por Lidia Mercedes Rodríguez.

Dados gerais
A população analfabeta argentina com mais de 10 anos de idade corresponde a 2,6%. Entre a população com 15 anos ou mais, cerca de metade está fora da escola (53,88%) e não completou o nível básico (13,44%) ou o nível médio (40,44%).
As idades de ingresso na educação de jovens e adultos são de 14 anos para o nível fundamental e 16 ou 18 anos para o ensino médio, entretanto é relativamente grande o número de adolescentes e jovens que por sua idade deveriam estar no sistema regular de ensino. A pesquisadora destaca ainda que a população que assiste a essa modalidade é bastante heterogênea: “existem diversos tipos de ‘marginalização pedagógica’, vinculada com diferentes grupos de população com dificuldades de integração, por razões socioeconômicas, de nacionalidade ou de origem”.
A oferta da educação de jovens e adultos no território nacional até recentemente era desarticulada, tendo em vista a existência de pelo menos sete estruturas distintas para esta modalidade, o que dificultava a mobilidade dos alunos entre as regiões e a re-inserção no sistema regular de ensino. Em dezembro de 2006, uma nova lei educativa propõe mudanças e reconhece a educação de jovens e adultos como modalidade, eliminando o anterior caráter de ‘regime especial’.
Para a pesquisadora, a legislação contém avanços – como o estabelecimento de concessão de certificações parciais e acreditação de saberes adquiridos através da experiência profissional e a implementação de sistemas de créditos e equivalências para permitir a mobilidade dos estudantes. A legislação, entretanto, não faz referência à necessidade de formação específica para os educadores.
Conclusões
O estudo aponta a existência de uma numerosa população jovem e adulta com déficit educativo que necessita ser atendida por projetos nacionais de educação de adultos de médio e longo prazo. Também defende a articulação desta modalidade com o trabalho, subordinado não ao interesse empresarial e sim a projetos de desenvolvimento. Para isso, seriam necessários uma profunda revisão das características da oferta, a coordenação federal de políticas, a sistematização de experiências e a formação de quadros docentes e de gestão.

Leia também sobre os estudos de Venezuela, México, Haiti e Bolívia.
Última atualização em Qua, 02 de Abril de 2008 12:07
 

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