Juventude, Trabalho e Educação
Aumento dias letivos gera polêmica entre estudantes PDF Imprimir E-mail
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Sex, 07 de Outubro de 2011 12:50

O Ministério da Educação (MEC) anunciou estudar propostas para aumentar o tempo de permanência dos estudantes na escola; estudantes questionam.

Por Marcelo Morais
do Blog Tô no Rumo!

O Ministério da Educação (MEC) anunciou estudar propostas para aumentar o tempo de permanência dos estudantes na escola. A iniciativa tenta responder ao diagnóstico que indicam que o aumento da exposição dos alunos ao professor produz impactos na aprendizagem. Algumas alternativas estudadas pelo governo federal são ampliar o número de dias letivos, de 200 para 220 dias por ano, ou aumentar a jornada diária para cinco horas. Mas o que pensam os estudantes sobre essa solução?

Na Escola Estadual Luiz Antônio Fragoso, situada no bairro Patriarca, Zona Leste de São Paulo, as propostas do governo federal para melhorar o ensino não são conhecidas pela maioria dos estudantes. “O governo faz coisas que mudam a nossa vida e nós sequer ficamos sabendo disso ou participamos da discussão”, criticou a jovem Mayara Oliveira, 17 anos, estudante do ensino médio.

Mayara e seus amigos participaram, na última terça-feira (04/10), de um bate-papo promovido pela equipe do Tô no Rumo na escola da Zona Leste. A atividade visou levantar a posição de moças e de rapazes sobre um eventual aumento na jornada escolar. O debate aconteceu durante uma hora e teve a participação intensa dos estudantes, que, em sua maioria, foram contrários a medidas de ampliação da jornada escolar sem investimento em recursos e mudança na proposta pedagógica.

“Isso só vai afastar cada vez mais os alunos da escola, que não tem um ensino atrativo”, disse Renata Rossini, 17anos. A jovem chama atenção para o fato de que sem projeto e materiais diferenciados, mais tempo significa mais tempo de giz e apagador. Vinícius Gomes, 17 anos, engrossa o coro contra a medida: “não adianta aumentar os dias de aula na escola, se a qualidade do ensino não melhorar”.

Bruno Borges, 17 anos, foi um dos poucos defensores da medida estudada pelo governo federal: “os professores poderiam passar mais trabalho de casa, para [os alunos] gastarem todo o seu tempo livre estudando”, comentou. Na opinião do jovem, trata-se de uma medida que pode garantir que os estudantes aprendam mais. Todavia, em meio à intensa discussão, sua posição foi duramente criticada pelos colegas, principalmente por aqueles que conciliam estudo, trabalho e formação profissional, e que alegam já dispor de pouco tempo livre para o lazer.

Última atualização em Seg, 21 de Novembro de 2011 23:28
 

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