Políticas Públicas de Juventude e Participação
Seminário Juventude em Pauta: Políticas públicas de juventude: do que estamos falando? PDF Imprimir E-mail
Seg, 13 de Dezembro de 2010 09:51



A mesa de abertura do seminário Políticas Públicas: Juventude em Pauta 2010 teve a presença de Helena Abramo, da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, Paulo Carrano, do Observatório Jovem, e Severine Macedo, da Secretaria Nacional da Juventude do PT, e abordou o tema “Políticas Públicas de juventude: do que estamos falando?”. Os convidados realizaram uma espécie de balanço dos últimos oito anos do cenário das políticas, buscando fazer um panorama setorial desde a realização do primeiro encontro.

Segundo Paulo Carrano, é preciso entender a condição juvenil em seu contexto histórico e na experiência local. Os jovens não devem ser chamados a participar somente em espaços governamentais, na interface com aparelhos de Estado. Este caminho único cria determinados vícios administrativos e os enquadra. “Por isso me pergunto como reencontrar indivíduos, entidades, atores, que não estejam somente envolvidos no campo da juventude governamental”, questionou o pesquisador.
Entre os integrantes do debate, há consenso de que foram alcançados importantes avanços, mas que é importante avançar nos estudos e conhecer profundamente a juventude brasileira respeitando a sua pluralidade e especificidade, como aponta Carrano.

Para Severine Macedo, há um clima de otimismo e uma mudança na lógica adotada pelo governo ao olhar o tema da juventude. “No início o nosso debate era do reconhecimento do jovem como protagonista, espaços de direção, participação, e a partir daí o tema sobre políticas públicas entra com muita força e a juventude passa a ser estratégica para o desenvolvimento do nosso país”, pontuou a integrante da Secretaria Nacional da Juventude do PT.

Helena Abramo considera que foi rompida a invisibilidade e a indiferença ao tema; que o processo de construção de políticas específicas de juventude, apesar de contar ainda com muitas limitações, foi iniciado e está em curso. Foi criado um arcabouço institucional e várias ações foram desenvolvidas. “O debate público foi alargado, com envolvimento de diversos atores, e a introdução de novas questões e demandas, principalmente aquelas trazidas pelos coletivos e movimentos juvenis”. Nesse sentido, avalia que é possível dizer que a juventude entrou na agenda de vários setores do poder público e da sociedade civil.

A abertura de questões da plenária e também para os internautas trouxe ainda temas como transporte e mobilidade e orçamento.
 

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar