Políticas Públicas de Juventude e Participação
Encontro debate educação de imigrantes PDF Imprimir E-mail
Qua, 28 de Abril de 2010 12:42
Iniciativa foi parceria da Ação Educativa com o Movimento Nossa São Paulo e o Centro de Apoio ao Imigrante.

Com o objetivo de garantir que o Plano de Educação da Cidade de São Paulo inclua propostas que satisfaçam os direitos e necessidades educativas da população imigrante da cidade que, nos dias 28 de fevereiro e 18 de abril, foi realizada a “Plenária Livre: Direito à educação da população imigrante na cidade de São Paulo”.

A atividade reuniu 42 participantes – bolivianos, chilenos, equatorianos, paraguaios, peruanos e brasileiros – que, durante esses dias identificaram a educação de seus sonhos; partilharam suas expectativas com relação à educação; explicitaram os problemas e dificuldades que enfrentam para acessar e permanecer no sistema educacional da cidade; formularam propostas para que poder público e sociedade garantam educação pública e de qualidade para todos(as), independentemente da nacionalidade e origem de crianças, adolescentes, jovens e adultos.

A iniciativa foi da Ação Educativa, do GT Educação do Movimento Nossa São Paulo e do CAMI – Centro de Apoio ao Imigrante.

Segundo Raquel Souza, assessora da Ação Educativa e organizadora do encontro, as maiores indagações dos imigrantes foram similares às reclamações da população paulistana em geral: “Eles reclamam da falta de creches, da precariedade das escolas, do ensino profissionalizante falho; ou seja, temas recorrentes na reclamação do paulistano. Mas, no caso dos imigrantes, sofrem, além disso, com a questão do preconceito e da discriminação”, ressalta.

O encontro levantou três pilares de sustentação para que o ensino seja universal e acolha a comunidade imigrante. Após muita discussão, chegou-se a conclusão de que falta um diálogo entre os imigrantes e as escolas, e isso se deve, em parte, aa diferença de idioma. Uma solução seria a escola ensinar a língua portuguesa para imigrantes. Para Raquel, o ensino diferenciado não deveria acontecer em toda a rede, mas em locais-chave. “Há um controle para saber onde há maior incidência de população imigrante. E é exatamente nesses locais onde deve haver o ensino diferenciado, de responsabilidade pública”, afirma.

O segundo pilar faz referência ao conteúdo do aprendizado. A escola deve apresentar ao brasileiro e ao estrangeiro o Brasil da diversidade de etnias e culturas e o Brasil no contexto da América Latina. Deve explicitar que, antes de sermos brasileiros, somos latino-americanos e temos vizinhos que devem ser respeitados.

Por fim, foi colocada em pauta a importância da participação dos pais na educação dos pequenos imigrantes. A maioria das reuniões de pais e professores acontece durante a semana, ou seja, um fator impeditivo para que os pais imigrantes participem. Isso porque grande parte da população imigrante trabalha em condições adversas, com jornadas de trabalho muito longas e desgastantes.

A plenária levantou uma série de propostas que estão reunidas em um documento que será emcaminhado para a secretaria de educação, para incidir no Plano de Educação da cidade.

Última atualização em Qua, 28 de Abril de 2010 12:45
 

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