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Entidades cobram dos governos ações para a erradicação do analfabetismo na América Latina e Caribe PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Seg, 10 de Setembro de 2007 08:44
Segunda carta aberta aos governos e povos latino-americanos cobra implementação do Plano Ibero-americano de Alfabetização, com a inclusão do Haiti.
O Conselho de Educação de Adultos da América Latina – CEAAL, lançou no dia 8 de setembro a segunda Carta Aberta aos Governos e Povos Latino-americanos sobre Alfabetização. A carta exige que os governos dos países latino-americanos e caribenhos implementem o Plano Ibero-americano de Alfabetização, através do qual se comprometeram a erradicar o analfabetismo do continente entre 2008 e 2015.

O Plano foi assinado por presidentes na XV Conferência Ibero-americana, que ocorreu em Salamanca, na Espanha, em 2005. Além da CEAAL, assinam a carta a Associação Latino-Americana de Organismos de Promoção – ALOP, pela Plataforma de Direitos Humanos, Democracia e Desenvolvimento – PIDHDD, pela Liga Ibero-americana de Organizações da Sociedade Civil para Superação da Pobreza e da Exclusão Social e pela Federação Internacional Fé e Alegria, Movimento de Educação Popular Integral e de Promoção Social. As entidades exigem a inclusão do Haiti, que tem mais da metade de sua população analfabeta, no Plano, já que o país foi inicialmente excluído por não ser considerado ibero-americano.

O documento destaca a importância de uma forte coalização entre os governos dos países do continente para que o Plano se realize sob uma perspectiva dos direitos humanos – de modo que a alfabetização seja compreendida como instrumento para o exercício efetivo da cidadania.

A carta relembra que os diversos afiliados e parceiros do CEAAL têm experiências significativas com Educação de Jovens e Adultos e poderiam colaborar com uma perspectiva metodológica, crítica e participativa ao Plano e finaliza convocando a sociedade civil a se articular para exigir e participar coerente e criticamente das ações necessárias para tornar a América Latina território livre do analfabetismo.

Atualmente 11% do total da população adulta da América Latina e Caribe não sabem ler ou escrever e 110 milhões de jovens não concluíram a educação primária.

Clique aqui para ver a versão integral da Segunda Carta Aberta.

 

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