Educação de Jovens e Adultos
Audiência no Ministério Público destaca falta de dados sobre o atendimento em educação de jovens PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Seg, 25 de Fevereiro de 2008 12:14
No dia 4 de setembro, o Ministério Público Estadual (MPE) realizou uma audiência pública para colher subsídios da sociedade civil e poderes públicos para embasar o inquérito civil a respeito das políticas de educação de jovens e adultos no município de São Paulo, instaurado em janeiro deste ano. O procedimento investigatório surgiu a partir de representação encaminhada por 14 organizações da sociedade civil integrantes do Fórum de Educação de Jovens e Adultos. O documento enviado ao MPE destacou a ineficácia de políticas públicas, notadamente em virtude da não realização de um censo educacional específico a esse segmento da população.
Participaram da audiência, mais um passo do inquérito civil, cerca de 90 pessoas, entre representantes de sindicatos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil, professores universitários, educadores populares e gestores públicos de cidades da região metropolitana. Segundo a promotora Fernanda Leão de Almeida, a audiência provou que há unanimidade sobre a ausência de dados sobre a eficácia das políticas municipais e estaduais na cidade de São Paulo no atendimento ao total da população jovem e adulta com baixa ou nenhuma escolaridade. Os governos estadual e municipal não enviaram representantes, ainda que a diretora de educação de jovens e adultos da Secretaria Municipal de Educação estivesse presente e só tenha se identificado nos últimos momentos da audiência.
Antes da realização da audiência, os poderes públicos municipal e estadual foram notificados a enviar informações detalhadas sobre o atendimento nas respectivas redes, o perfil dos alunos atendidos, características do corpo docente e metodologia de ensino, a forma de prestação de serviço, eventual planejamento e manutenção de levantamentos e censos educacionais e a forma de divulgação dos programas e serviços destinados à educação de jovens e adultos. Na avaliação do Fórum de EJA, as informações prestadas pelo Município e pelo Estado foram insuficientes pois abordaram os programas e os serviços de forma genérica, deixando de mencionar diversos quesitos solicitados pelo Ministério Público.

Ao final da audiência, a promotora Fernanda disse que, provavelmente, o próximo passo do inquérito civil será buscar um acordo com os governos estadual e municipal para a realização de um censo educacional específico destinado aos jovens e adultos da cidade de São Paulo com baixa ou nenhuma escolaridade. O Termo de Ajustamento de Conduta é um procedimento administrativo que busca solucionar o conflito antes de acionar o poder Judiciário.

Para informações sobre o inquérito civil, contatar o Grupo de Atuação Especial de Inclusão Social do Ministério Público Estadual de São Paulo: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e fones (11) 3119-9740, 3119-9263, 3119-9264.
 

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