| Relatoria Nacional do Direito à Educação apresenta recomendações à Procuradoria Federal |
|
|
|
| Por Administrator |
| Sex, 16 de Dezembro de 2011 14:46 |
|
A audiência pública teve como tema equidade de gênero e raça na educação e promoveu a não discriminação de mulheres negras na sociedade. Com o tema “Direito das mulheres à não discriminação racial e de gênero: comunicação e educação” a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) realizou em Brasília, no dia 7 de dezembro, uma audiência pública com a participação de diversas organizações da sociedade civil para debater gênero e raça. Coordenado pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Gilda Carvalho, o evento contou com a apresentação de diversos painéis que apresentaram ideias e ações para combater a discriminação de raça e gênero às mulheres e com a participação de Denise Carreira, relatora Nacional do Direito Humano à Educação da Plataforma DHESCA-Brasil. “O destaque da apresentação foi para o conjunto de recomendações que apresentamos à Procuradora Federal Gilda Carvalho, visando que a PFDC exerça um papel importante na agenda de promoção da igualdade de gênero e raça na educação”, informou Denise, que também coordena a área de Educação da Ação Educativa. As recomendações (clique aqui para ver o ppt) para a PFDC tratam de questões como a produção de análises de dados sobre desigualdades de gênero e raça por nível e modalidade da educação e por região/estado pelo INEP, IBGE e IPEA; o cumprimento pelo Brasil da Declaração da Cidade do México – Educar para prevenir (2008) sobre políticas de educação em sexualidade; a atuação dos Ministérios Públicos Federais e Estaduais na implementação do Plano Nacional da Lei 10.639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira, entre outras.
Além disso, Denise fez um apanhado geral dos principais desafios a serem enfrentados atualmente no Brasil na área da Educação, sempre levando em conta as condições de acesso e a garantia do direito à Educação sem discriminação de gênero, raça ou condição econômica. Dentre outras apresentações destaque para a fala de Maria Luiza Junior, representante do Movimento Negro Unido, que afirmou ser necessária uma rigorosa fiscalização para que todos os cidadãos tenham os mesmos direitos. “Não é necessário criar novas leis [...], é necessário, apenas que haja fiscalização, pois, as leis existentes suprem totalmente a demanda”, disse. Já Malvina Tuttman, representante do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep), afirmou que “ainda não se pode precisar o quantitativo de pardos, negros, indígenas e amarelos nas instituições e sugeriu a ‘obrigatoriedade’ de preenchimento de questionário onde a pessoa diga a qual etnia acredita pertencer”. Márcia Morgado, procuradora da República e coordenadora do Grupo de Trabalho Comunicação da PFDC, deu exemplos nos quais o MPF atua contra o abuso, humilhação e exploração do negro em canais de TV e internet. De acordo com ela, o Ministério Público Federal tem possibilitado avanços na efetivação da fiscalização do cumprimento da legislação quanto à não discriminação. Também estiveram presentes representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e do GT Racismo- MP/PE.
Com informações e imagens da Secretaria de Comunicação da Procuradoria Geral da República |
| Última atualização em Sex, 16 de Dezembro de 2011 16:13 |