Observatório da Educação
Ministro empossa novos membros do Conselho Nacional de Educação PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Seg, 14 de Junho de 2010 12:23
O ministro da educação, Fernando Haddad, empossou os sete novos membros do Conselho Nacional da Educação na última terça-feira (8)


Os novos conselheiros terão um mandato de quatro anos, prorrogáveis pelo mesmo período.

Na Câmara de Educação Básica, apenas dois novos conselheiros foram nomeados: a professora de pedagogia e militante do movimento negro Nilma Lino Gomes, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), e a pesquisadora Rita Gomes do Nascimento, da UECE (Universidade Estadual do Ceará). Na Câmara de Educação Superior, Arthur Roquete de Macedo, Gilberto Gonçalves Garcia, Luiz Antonio Constant Rodrigues da Cunha, Paschoal Laércio Armonia e Reynaldo Fernandes foram empossados.

Fernando Haddad também nomeou o novo presidente do Conselho, Antonio Carlos Caruso Ronca. Ex-reitor da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), ele afirma que os próximos cinco anos serão decisivos para o desenvolvimento do país, e que a educação terá um papel central nesse processo.

“O Brasil avançou muito nos últimos 15 anos em termos de educação, mas ainda é insuficiente. A desigualdade na educação entre ricos e pobres, entre as regiões do país, e entre negros, índios e brancos é muito grande”.

Ronca também defendeu o aumento do piso salarial dos professores como um passo fundamental para a melhoria da educação. “Muitas vezes, em políticas públicas, se fala da Coreia e do Japão, que fizeram uma revolução na educação. Mas o que eles fizeram? Aumentaram o salário inicial do professor. O salário no Brasil fica entre R$ 1.200 e R$ 1.300, é uma vergonha”.

Ele colocou o ensino integral de seis horas como um objetivo a curto prazo em todo o país, mas não só para preencher o tempo livre dos estudantes. “Estou falando em educação em tempo integral, e não repetir as aulas ou colocar reforço. Ensino integral pressupõe desenvolvimento pleno, valorizando também a formação da cidadania, aulas de música, literatura, coisa que estudantes de classe média e alta fazem. Por que o pobre não pode fazer isso?”

Leia a notícia na íntegra no Portal do Observatório da Educação.

 

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