Cultura
Curso na Ação Educativa rende exposição fotográfica PDF Imprimir E-mail
Sex, 30 de Abril de 2004 21:00

Até o dia 20 de novembro, a Ação Educativa abriga a exposição fotográfica "Ausências". Todas as fotos são resultado do módulo III do curso Linguagem Fotográfica, ministrado por Valdir Peyceré no prédio da ONG. Se inscreveram para as aulas, 13 jovens, porém apenas nove tiveram seus trabalhos expostos (dois desistiram e dois não entregaram os negativos para serem feitas as ampliações). São eles: Carlos Lentini, Magali Medina, Nei Vieira de Souza, Nelson Henderson, Rogério Góis, Rose Passos, Sidney Salú, Sonia Maria de Morais e Vanessa Salffer. Peyceré também participou com um trabalho, além de ter sido o curador da exposição.

Cada módulo do curso teve uma carga horária de 12 horas divididas em três ou quatro encontros. De acordo com Peyceré, "a primeira opção foi a que melhor funcionou na Ação Educativa". Assim, no primeiro sábado, os alunos tiveram uma aula teórica; no seguinte, aula prática, o chamado trabalho de campo ou saída fotográfica; e, por fim, no último encontro foi feita uma avaliação e seleção do material produzido.

foto de Magali Medina

O requisito para participar do curso era o de possuir equipamento próprio (de preferência tipo reflex), saber manuseá-lo e ter um mínimo de conhecimento sobre fotografia. No caso do grupo que expôs em "Ausências", segundo o professor, o conhecimento era bom. "Alguns participantes ,inclusive já contam com alguma experiência profissional na área", diz Peyceré. A maioria é jovem (com idade por volta dos trinta anos), classe média alta e com formação universitária. O professor destaca que "no caso de Linguagem Fotográfica I e II, os participantes presentes eram de diversas extrações sociais, inclusive da periferia" e diz que o principal é que todos eram "pessoas inquietas por ir atrás de novas descobertas e conhecimentos".

Em relação à exposição, Peyceré diz que a proposta era "fazer uma viagem interior para poder criar um ensaio pessoal, com a cidade como pano de fundo". Para que isso ocorresse, diz, era preciso que não houvesse muita interferência externa, por isso escolheram uma locação limitada que foi o prédio da Pinacoteca do Estado. "Também tecnicamente era interessante porque teria duas situações de iluminação diferenciadas que seriam ótimas como desafio e possibilidades de criação: tanto com luz natural, do Parque da Luz; como com luz artificial-natural, da Pinacoteca", diz.

Ao fazer um depoimento verbal sobre seu trabalho, Rose Passos disse que no Parque da Luz sempre ficava intrigada com tantos indivíduos solitários vagando. Por esse motivo, retratou muitos dos freqüentadores de costas (é dela a fotografia do convite da exposição).

foto de Vanessa Salffer

Sobre o nome da exposição, Peyceré destacou que "antes de ter a conotação de tristeza ou dramaticidade, representa o momento da reflexão criativa e a procura por uma comunicação". Ele avaliou os trabalhos de forma positiva. "O que me chamou a atenção no resultado final é o fato de que o conjunto tem uma unidade expressiva impressionante e que sintoniza com o nome 'Ausências'", diz. "As imagens são fortes , belas, poéticas, e ao mesmo tempo refletem algo do universo pessoal de cada autor".

Peyceré ainda ressalta a importância da Ação Educativa nesta iniciativa. "Poucos lugares como a Ação Educativa permitem democratizar o conhecimento com produtos culturais de qualidade e experimentação".
 

"Ausências". Em cartaz na Ação Educativa de 05/10 à 20/11.
Horários: segunda a sexta, das 10h às 20h;
Sábado, das 10h às 17h