Cultura
Cultura: a periferia no centro PDF Imprimir E-mail
Sex, 30 de Abril de 2004 21:00


Espaço de Cultura se consolida como referência para artistas da periferia em 2008

Em seu segundo ano constituído enquanto área de atuação da Ação Educativa, o Espaço de Cultura se afirmou como referência para quem produz arte e cultura de periferia. “Todos os projetos que envolveram o programa durante o ano caminharam neste sentido”, lembra Eleilson Leite, coordenador do programa. Para ele, a consolidação de um espaço como este no centro traz visibilidade aos artistas. “Pessoas que circulam no centro ganham acesso à cultura feita pela periferia. E para os artistas isso também é positivo”, afirma.

Com este intuito, o programa conseguiu fortalecer três eventos que já ocorriam no ano passado: o Samba da Comunidade, o Sarau do Rap e o Suburbanos no Centro, transformando-os em atividades permanentes e regulares. Alguns eventos tradicionais também foram realizados: a quinta exposição de grafite em tela e a oitava Semana de Cultura Hip Hop. A grande novidade foi a Mostra Cultural da Cooperifa, que avançou na discussão sobre estética periférica. Além dos shows e apresentações, os debates contaram com uma média de cem pessoas.

Outra preocupação do Espaço de Cultura foi a produção de projetos que ultrapassassem a dimensão dos eventos. “Nossa idéia foi caminhar além do evento. Claro, ele é o ápice da arte, onde ele ganha visibilidade e desperta a atenção, mas começamos a produzir projetos, com a convicção de que a arte mobiliza”. O primeiro foi o Arte em Toda Parte que, usando o conceito de arte pública, ofereceu oficinas de grafitti no conjunto de favelas urbanizadas do Jardim Santo André, em Santo André. E a grande surpresa ficou por conta do Arte na Casa, projeto de oficinas de arte-educação na Fundação Casa, que superou as expectativas. Prova maior disso é a vinda de três adolescentes da Fundação ao Sarau do Rap, em outubro.