Pontão de Cultura
Literatura, Pão e Poesia, novo livro de Sérgio Vaz é lançado em São Paulo PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Seg, 22 de Agosto de 2011 00:00

O livro, apresentado em formato de bolso, traz uma novidade, a estreia de Vaz no segmento de crônicas que retratam o cotidiano da cidade.

Escrito em prosa, o novo livro de Sérgio Vaz, “Literatura, Pão e Poesia”, editado pela Global Editora, é lançado em São Paulo. O livro, apresentado em formato de bolso, traz uma novidade, a estreia de Vaz no segmento de crônicas e poemas que retratam o cotidiano da cidade que o acolheu. “A ideia era sair um pouco da poesia e trabalhar a prosa poética, fazer um trabalho mais elaborado, relatando o cotidiano da periferia da cidade de Taboão da Serra”, explica Sergio Vaz.

O livro conta com apresentação escrita pela professora Heloisa Buarque de Hollanda. Para ela, “o título deste livro diz, literalmente, a que veio. Literatura, pão e poesia. Se ao título juntarmos o autor, o sentido maior do livro se abre diante de nós. O autor é Sérgio Vaz, o escritor cidadão, o poeta ativista. Para quem trabalha com tendências ou fica de olho nos novos horizontes da literatura, não há como não se dar conta da chegada da literatura marginal ou periférica, que veio com força e garra na virada do milênio”.

É o cotidiano inspirador da periferia, das Marias e dos Josés, esse “povo lindo e inteligente”, que ele conhece tão bem, devido ao seu ativismo cultural pelos quatro cantos do país o que se apresenta no livro. Nesta sua estreia em prosa, o poeta da periferia conta também com um texto de posfácio escrito pela premiada jornalista Eliane Brum.

“Sérgio Vaz é, ele mesmo, o criador daquela que talvez seja a maior poesia viva deste país — o sarau da Cooperifa, na Zona Sul de São Paulo. Mas, neste livro, o poeta se faz cronista para nos trazer em prosa as notícias de um mundo em que ‘os pedreiros constroem casas (alheias) como se fossem (seus próprios) lares’ — e as domésticas ‘não admitem ser domesticadas’. Notícias de ‘um povo lindo e inteligente que sonha enquanto faz’. Em sua estreia na crônica, Vaz profana a língua com talento para incluir nela um naco maior de mundo. Tem dedos de navalha para disfarçar a ternura do olhar que afaga as entrelinhas. Nos encanta — e às vezes nos golpeia — com achados de linguagem paridos numa realidade onde as frases têm de ser puxadas pelo pescoço para não morrer de bala perdida antes mesmo de existirem”, comenta Eliane.

O lançado foi realizado no dia 5, no Cemur, em Taboão da Serra. O evento contou com a participação de diversos artistas da periferia, Escola de Samba de Taboão da Serra Imperatriz do Samba, e com a presença de artistas do hip hop e poetas que se apresentam no Sarau da Cooperifa.

O autor

Sérgio Vaz é, além de escritor, poeta, cronista, um dos criadores do Sarau da Cooperfia – Cooperativa Cultural da Periferia – fundada 2001, movimento cultural que transformou o bar do Zé Batidão, em Piraporinha, bairro periférico da Zona Sul de São Paulo, em um grande Centro Cultural, que às quartas-feiras, desde 2001, reúne centenas de pessoas em torno da poesia e da palavra.

Última atualização em Qua, 30 de Novembro de 2011 16:17
 

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