Ponto de Cultura
Ação Educativa recebe roda de samba só de mulheres PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Qui, 08 de Março de 2012 16:28

O Espaço Cultural Periferia no Centro, na sede da Ação Educativa, recebeu na noite da última sexta-feira (2) mais uma roda de samba, como já é tradição na primeira sexta-feira de cada mês. A novidade desta edição, porém, foi o protagonismo das mulheres na festa, como forma de celebrar seu dia, lembrado nesta quinta-feira (8).

No centro da roda, comandando e conduzindo o ritmo, estavam as Amigas do Samba.Com, composto pela ala feminina do tradicional grupo Amigos do Samba.Com. No vocal, animaram a festa as cantoras Adriana Moreira, Dona Inah, Paula Sanches, Railídia Carvalho, Bel Borges, Dayse Cordeiro, Sueli Vargas e Raquel Figueiredo. Também esteve presente a Tia Cida, que faz parte da roda das Amigas do Samba.Com.

Cristina Pinto (Cris do Samba), coordenadora do grupo, destaca o papel da roda feminina para reverter o preconceito de gênero presente também nesta importante manifestação popular. "É muito difícil ter mulheres na roda de samba. E a nossa intenção é mostrar que o samba também é machista e combater este preconceito. Tem muita letra de samba que fala mal da mulher. Algumas rodas dão o espaço para que a mulher seja pastora [quem conduz o vocal]. Aqui também temos nosso espaço", diz.

Por causa do preconceito, diz Cris, há pouquíssimas mulheres instrumentistas, que toquem violão, cavaquinho, surdo, cuíca etc. “Mas este quadro está mudando aos poucos, pois temos mulheres fazendo aula” afirma.

Na apresentação da última sexta-feira, as Amigas do Samba.Com abriram espaço para a nova geração. Heloysa Camilo, de 10 anos, tocou sax e tamborim, ao lado de Isadora Antonelli, de 8. Já Camila Inocêncio, de 15 anos, se apresentou no cavaquinho. “Além de estarmos incentivando estas meninas, também estamos criando um elo entre as gerações”, diz Cris.

De acordo com a coordenadora, o grupo feminino surgiu pela vontade das integrantes do movimento Amigos do Samba.Com de destacar o papel da mulher no samba. A iniciativa contou com apoio do presidente do movimento, Vicente Ferreira, que sempre sugeriu a criação de uma roda de mulheres.

Hip hop

Outra novidade da roda de samba no Espaço Cultural Periferia no Centro neste mês de março foi a participação da cantora de hip hop Sharylaine Sil, que integra o movimento Mulheres do Hip Hop. A mistura de ritmos tinha como objetivo fortalecer as trocas entre os grupos de cultura da periferia e fortalecer a luta das mulheres.

O Samba da Comunidade acontece toda a primeira sexta-feira de cada mês no Espaço Cultural Periferia no Centro, na sede da Ação Educativa, sempre às 19h.

 

Última atualização em Sex, 09 de Março de 2012 18:53
 

Comentários  

 
0 #2 Jose Carlos Mesquita 09-05-2012 17:39
sou totalmente a favor da participação feminina mas nesse evento percebi que 90% da meninas não canta, não toca e nem bate na mão. Gostar de samba é diferente de fazer samba. Algumas só bebem e com tremendo talento. Valeu a idéia mas precisa aprimorar. A cesar o que é de Cesar e ao samba quem é de samba.
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0 #1 Jose Carlos Mesquita 09-05-2012 17:19
xiste preconceito assim como também existe conivencia. Muitas dessas meninas participam da roda apenas como namoradas ou esposas dos músicos e várias deles estão nesse grupo. Na verdade fazem parte bebendo, dançando , curtindo e sabemos que não basta gostar ára montar um grupo é preciso ser músico.
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