Arte na Casa
Arte-educadores participam de oficina de formação sobre mídia e comunicação PDF Imprimir E-mail
Sex, 30 de Abril de 2004 21:00
Realizada com educadores do projeto Arte na Casa, a oficina sobre mídia e comunicação tratou da crítica à mídia e da necessidade de divulgações alternativas.


Os educadores do projeto Arte na Casa, da Ação Educativa, participaram na sexta-feira 8 de maio, de uma oficina sobre mídia e comunicação, com a jornalista Michelle Prazeres, assessora de comunicação da Ação Educativa. Segundo Michelle, “a oficina partiu da necessidade de comunicar mais o trabalhos dos educadores com os jovens cumprindo medida sócio-educativa na Fundação Casa”. O encontro também serviu para anunciar a abertura da Galeria Virtual do projeto Cultura na Casa, onde serão publicados os trabalhos dos adolescentes participantes do projeto. Para Vando Gildo da Silva, educador de circo-teatro, “o mais legal é poder mostrar o trabalho dos jovens, seu talento. Levar para fora e mostrar que a Fundação Casa não é lugar de marginalidade. É importante também porque a mídia só mostra a Fundação quando têm rebelião, falta divulgar as coisas boas que acontecem lá”.

Após uma primeira conversa sobre a nova galeria, Michelle iniciou a oficia com uma proposta de interação, chamando os educadores para fazer uma nuvem de idéias sobre a noção de mídia. A partir daí, a jornalista falou um pouco sobre conteúdo, instrumentos e o contexto da mídia no Brasil.

Michelle lembrou das TICs, as Tecnologias de Informação e Comunicação, como a Internet, que ao mesmo tempo democratizam o acesso à informação e à participação ativa do usuário, mas ainda são restritas a poucas camadas da sociedade..

Os educadores marcaram em um quadro as formas de interação que tem com a mídia. As repostas foram usadas para mostrar como a maioria deles ainda é receptores, que apenas acessam a informação. Poucos são produtores e, em menor grau, críticos da mídia. Essas questões foram relacionadas ao monopólio dos meios de comunicação e suas relações com políticos.

Sobre o debate, o educador Mario Jorge Santos, que dá oficinas de teatro, comentou sobre a dificuldade de dar visibilidade ao trabalho dos jovens que não podem eles mesmos sere mostrados. “A discussão é muito interessante e politicamente importante, mas como vamos mostrar o trabalho dos jovens se não podemos mostrar os jovens?”. Edilson Mesquita, educador de graffiti, também falou que “hoje, compartilhamos uma visão mais ampla de mídia, mas a grande questão que enfrentamos é como levar as nossas ações para a grande mídia. É um poder forte demais”.

 

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