Jovens, sindicato e trabalho no setor de telemarketing PDF Imprimir E-mail

Título: Jovens, sindicato e trabalho no setor de telemarketing

Ano de início:
2007   

Ano de encerramento: 2007

Pesquisador responsável:
Maria Carla Corrochano

Demais pesquisadores:
Érica Peçanha do Nascimento

Fonte de Financiamento:
IBASE

Resumo:
Trata-se de um estudo de caráter qualitativo que investiga como trabalhadores jovens e atores coletivos historicamente organizados em torno do trabalho expressam a demanda por trabalho no Brasil. Toma como ponto de partida os trabalhadores em telemarketing e o sindicato da categoria, uma vez que ambos concentram um número expressivo de jovens. O estudo traz dados sobre a empregabilidade e a qualidade dos postos de trabalho no contexto do setor de telemarketing, em franca expansão nas áreas urbanas do Brasil nos últimos dez anos, visando articular as particularidades dessa situação com as questões mais gerais sobre juventude e mundo do trabalho. Entre os meses de junho e agosto de 2007 foram realizadas 18 entrevistas, sendo 5 delas com jovens trabalhadores, 5 com jovens sindicalizados, 4 com dirigentes sindicais do Sindicato dos Trabalhadores em Telemarketing e 4 com lideranças da Central Única dos Trabalhadores.

A análise revela demandas de duas juventudes: a trabalhadora e a trabalhadora sindicalista. Quanto aos sindicalizados e lideranças juvenis, suas demandas concentram-se na ampliação dos espaços dos jovens no sindicalismo, em políticas sindicais renovadas e que possam aproximar trabalhadores jovens dos sindicatos, incoporando novas temáticas e linguagens, mas nenhuma dessas demandas associa-se a questões específicas vividas pelos jovens no ambiente produtivo. Já nos discursos dos jovens trabalhadores esteve implícita a reivindicação por trabalho decente, quando apresentam suas críticas aos baixos salários e à pressão por produtividade, bem como a dois dos efeitos perversos da terceirização do setor – a alta rotatividade e a redução dos benefícios oferecidos. Revelam, ainda, outra demanda dos jovens inseridos no processo produtivo: a carência de postos de trabalho com cargas horárias que permitam conciliar trabalho e estudo, uma vez que a jornada reduzida é um dos pontos mais atrativos do setor de telemarketing. Nesse sentido, também expressam a necessidade de políticas públicas que contribuam para que possam combinar trabalho e estudo, além de políticas que contribuam para o acesso ao ensino superior.

Palavras-chave: jovem, juventude, trabalho, telemarketing, políticas públicas

Produtos:
Relatório de Pesquisa (em breve)