Rotatividade dos profissionais da educação em debate PDF Imprimir E-mail
Por Administrator   
Qui, 21 de Agosto de 2008 14:09
Tema foi discutido por gestoras, profissionais da educação, sindicatos, pesquisadoras e representantes da sociedade civil.


A rotatividade dos profissionais da educação nas escolas, particularmente o professorado, vem sendo apontada como um importante fator da insatisfatória qualidade do ensino público.

Desde o segundo semestre de 2007, a imprensa vem produzindo reportagens, ou repercutindo dados oficiais, que apontam diferentes aspectos da questão, mas deixam muitas dúvidas sobre suas causas e, principalmente, as alternativas para superação do problema.

Também, as informações sobre o tema apareceram no debate público em meio a dados sobre o absenteísmo do magistério e a medidas adotadas  pelo governo paulista que, em abril deste ano,  fez aprovar o projeto de lei complementar 1041/08 que reduziu a seis o número de ausências anuais com pedidos médicos e, em maio, publicou o decreto 53.037/08  que limitou as possibilidades de transferências entre escolas dos professores efetivos, que ingressarem na rede a partir da sua aprovação, e estabeleceu o concurso público regionalizado.

Tanto os dados oficiais quanto as medidas adotadas pelo governo paulista foram contestadas por organizações sindicais que atribuem a rotatividade à falta de estímulo,   e à ausência de regularidade na realização de concursos de ingresso, produzindo um enorme contingente de profissionais não efetivos que, a cada ano, são obrigados a migrar em busca de aulas em diferentes escolas.

Levantamento realizado pelo Observatório da Educação demonstrou que o tema não tem sido considerado em pesquisas acadêmicas e apontou que a situação, pelo menos no que se refere aos marcos regulatórios para a transferência dos profissionais entre escolas, segue o mesmo padrão na maioria dos estados. Veja.

Neste contexto, para debater o tema, o Observatório da Educação, organizou, em 15 de agosto, um encontro com a participação de gestores, pesquisadores, representantes sindicais, comunidade escolar e organizações da sociedade civil.

O objetivo foi consolidar informações precisas sobre o tema, explicitar a diversidade de pontos de vista, tanto das causas, como das formas de superação, identificar e debater ações em curso.

Inicialmente, foram discutidas as causas da rotatividade dos profissionais da educação. Em seguida, os participantes falaram das ações/iniciativas para a superação do problema por parte do poder público. Ao final da conversa informada, as pessoas presentes gravaram depoimentos sobre o tema, respondendo a duas questões: quais são as causas da rotatividade dos profissionais da educação e quais as formas de superação dessa rotatividade.

Segue a lista dos participantes. Os depoimentos seguem anexos aos nomes daqueles que os gravaram.

Coordenação
Mariângela Graciano – coordenadora do Observatório da Educação/Ação Educativa
Mediação
Vera Masagão – coordenadora de programas da Ação Educativa

Entrevistas
Hugo Fanton – jornalista Observatório da Educação

Gestoras/es
Maria Auxiliadora Albergaria (Gabinete SEE)
Maria Júlia Ferreira (CENP)
Wilma Delboni (CENP)
Maria Aparecida Perez (ex-secretária municipal de educação de São Paulo)

Sindicatos
Maria Izabel Azevedo (presidente da Apeoesp)
Cláudio Fonseca (presidente do Sinpeem)
Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto (presidente da Udemo)

Pesquisadora
Aparecida Neri de Souza (professora FE-Unicamp)

Profissionais da educação
Célia Giglio (ex-diretora de escola, professora da Unifesp)
José Luiz Feijó (coordenador pedagógico)
Regina Oshiro (professora de história)

Sociedade civil
Marilse Araújo – Ação Educativa
Milton Alves (Fórum da Zona Leste)
Ana Lúcia Lima (IPM/GT Educação do Movimento Nossa São Paulo)
Madalena S. José e Celina Simões (Fórum em Defesa da Vida)

Estudantes
Douglas Jerônimo
Carolina Roberta Peixoto do Nascimento

Última atualização em Qua, 03 de Setembro de 2008 14:09
 

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