Ação Educativa promove oficinas culturais em 2 divisões regionais da Fundação Casa PDF Imprimir E-mail
Sex, 30 de Abril de 2004 21:00
Projeto “Arte na Casa” consiste em oficinas culturais em quatro áreas: artes visuais (fotografia e pintura), cênicas (teatro do oprimido), do corpo (dança) e da palavra (literatura e rap).

A Ação Educativa firmou convênio com a Fundação Casa, no começo do mês, para promover oficinas de arte e culturas nas 14 unidades das divisões regionais do Tatuapé e da Vila Maria. A proposta, chamada de “Arte na Casa”, consiste em oficinas culturais em quatro áreas: artes visuais (como fotografia e pintura), cênicas (teatro do oprimido), do corpo (dança) e da palavra (literatura e rap). O programa Cultura da Ação Educativa articulará o projeto.

O objetivo, segundo Rodrigo Medeiros, coordenador técnico do projeto, é fazer um resgate dos jovens por meio da arte e da cultura das histórias de vida dos adolescentes. A proposta, segundo Rodrigo, é fazer com que eles experimentem as diversas linguagens artísticas, proporcionando o auto-conhecimento e o resgate da identidade dos adolescentes.

O coordenador explica que uma das formas de se produzir essa identidade serão as apresentações dos jovens feitas, primeiramente, em suas próprias comunidades. Para isso, a Agenda Cultural da Periferia será essencial, servindo de articulação entre os meninos e os movimentos culturais de onde eles vivem.
 
Na ponta, estão os vinte arte educadores contratados, fundamentais para o sucesso da empreitada. Rodrigo conta que o principal critério para escolher o time foi a experiência. Treze deles já atuaram na Fundação anteriormente. “Selecionamos profissionais que já possuem respeito de funcionários e alunos. Além disso, é muito difícil começar do zero. No início, sempre terá alguém da ‘Velha Guarda’ ajudando os mais novos”, conta o coordenador. É uma maneira também de valorizá-los. “É um pessoal que trabalhou muito tempo na Fundação sem carteira assinada, por vocação, mesmo. Eles merecem”, afirma Rodrigo.

Bastante tempero

“Nós colocamos bastante tempero nessa empada...“, brincou Eleilson Leite, coordenador do programa Cultura da Ação Educativa, ao explicar as condições em que a Ação Educativa aceitou promover as oficinas. Eleilson ressalta a importância de se valorizar a arte na vida das pessoas. “Queremos ajudar a construir um processo  de emancipação, a fim de que eles e elas tenham uma outra perspectiva. E a arte é um excelente caminho”, diz.

Entre algumas mudanças, está a preocupação com a formação dos arte-educadores. Todos cumprirão sete horas mensais remuneradas de formação, algumas específicas para cada tipo de oficina.

Além disso, a Ação Educativa terá papel ativo na condução das ações nas unidades em que está envolvida. “A idéia é participar dos Conselhos Gestores. Assim poderíamos, por exemplo, intervir para priorizar o atendimento de arte e cultura, implantar mais oficinas. E ter um peso maior no dia-a-dia das unidades, o que é fundamental”, afirma Rodrigo.